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Damasco - O ministro sírio da Defesa morreu nesta quarta-feira juntamente com seu vice-ministro e com o chefe da luta contra a rebelião, em um atentado a bomba em Damasco, que atingiu em cheio a cúpula de segurança do presidente Bashar al-Assad, em meio a combates que deixaram cerca de 100 pessoas mortas, de acordo com ativistas.
As mortes do ministro da Defesa, Daoud Rajha, e de seu vice-ministro, Assef Shawkat, cunhado de Assad, foram anunciadas pela televisão estatal, que também confirmou a do chefe da célula de crise, Hassan Turkmeni, comunicada anteriormente pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), ONG com sede em Londres.
O atentado foi reivindicado pelo Exército Sírio Livre (ESL), formado por desertores e civis armados.
"O comando do ESL na Síria anuncia o êxito da estupenda operação desta manhã contra a sede da Segurança Nacional em Damasco que matou vários pilares do grupo de Assad, responsáveis por massacres bárbaros", afirmou o ESL em um comunicado enviado à AFP.
As vítimas são os primeiros altos dirigentes do regime sírio a morrerem desde o começo da revolta contra o regime Assad, em março de 2011.
Segundo o canal, o atentado ocorreu durante uma reunião de ministros e dirigentes da segurança. O alvo do atentado foi o ultraprotegido prédio da Segurança Nacional, símbolo da repressão, localizado no bairro de Rawda, centro da capital.
A explosão foi causada por um terrorista suicida - aparentemente um segurança de um dos dirigentes presentes na reunião - munido de um cinturão de explosivos e foi registrada poucas horas antes de uma votação no Conselho de Segurança da ONU sobre uma resolução que ameaça a Síria com novas sanções.
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