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Eleições | 04/09/2012 11:59

Michelle Obama abre Convenção Democrata

A primeira-dama deve mostrar o lado menos político de Obama para atrair mais eleitores

Paula Bustamante, da

Brendan Smialowski/AFP

Michelle Obama deixa o palco da Convenção Democrata após inspecionar o som em 3 de setembro de 2012, em Charlotte

Michelle Obama deixa o palco da Convenção Democrata, em 3 de setembro, em Charlotte: a primeira-dama tem mais popularidade que o presidente americano

Charlotte - Os democratas iniciam nesta terça-feira sua convenção nacional com a primeira-dama Michelle Obama em destaque, assim como o emergente líder latino Julián Castro, que defenderão ao máximo o trabalho de Barack Obama, que enfrentará o republicano Mitt Romney nas eleições de novembro.

Faltando apenas 63 dias para os americanos decidirem quem será o presidente nos próximos quatro anos, a primeira-dama deve mostrar o lado menos político de seu marido, que espera que os eleitores indecisos deem uma segunda chance.

O discurso da primeira-dama, de 48 anos, na Time Warner Arena, em Charlotte, Carolina do Norte, está previsto para 22h30 (23h30 no horário de Brasília).

Michelle Obama, advogada que se formou nas prestigiadas universidades de Princeton e Harvard, chega a esta convenção com a segurança de que se conecta com o público graças ao seu carisma, que lhe valeu uma das maiores taxas de popularidade de uma primeira-dama (65 a 70%), 20 pontos a mais que seu marido.

Não há dúvida de que nesta terça-feira à noite a sra. Obama vai conquistar os 6.000 delegados democratas que chegaram a Charlotte para investir oficialmente o presidente na quinta-feira como o candidato do partido à reeleição.

Na semana passada, Ann Romney, dona de casa e esposa há 43 anos de Romney, comoveu os republicanos com um discurso no qual transmitiu uma imagem mais humana de seu marido, mas Michelle Obama não precisa apresentar o seu para os democratas.

Portanto, espera-se que a primeira-dama tente convencer sobre o quanto o seu marido tem lutado para recuperar a economia, enfatize a conquista histórica da reforma do sistema de saúde e chegue ao coração dos decepcionados com a mensagem de mudança de 2008 que conquistou o país.

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