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Yasser Arafat em 21 de abril de 2004: Médicos do hospital onde ele morreu rejeitaram fornecer mais informações sobre o caso
Jerusalém - O histórico líder palestino Yasser Arafat morreu envenenado por uma substância tóxica desconhecida, disse nesta quinta-feira o diretor do comitê médico que investiga as causas de seu falecimento, Abdullah Al Bashir.
O médico, no entanto, não apresentou provas que confirmem sua constatação. Segundo Bashir, os relatórios médicos divulgados até então não revelam o motivo da morte. O jordaniano afirmou também que sem exumar o cadáver é quase impossível confirmar o envenenamento pela substância radioativa letal polônio 210, como sugere uma recente investigação promovida pela rede de televisão ''Al Jazeera''.
''O relatório francês dizia que os especialistas não foram capazes de encontrar uma razão ou doença conhecida que possa explicar as causas da morte'', disse Bashir.
O diretor afirmou, além disso, que os médicos do hospital de Bercy (nas proximidades de Paris), onde Arafat morreu em 2004, rejeitaram fornecer mais informações sobre o caso, de acordo com pedido feito pelo comitê médico criado por causa dos recentes fatos revelados pela ''Al Jazeera'', informou a agência de notícias palestina ''Maan''.
O médico jordaniano, que apareceu na mídia ao lado de vários dirigentes palestinos, mostrou-se partidário da realização de uma investigação para esclarecer a morte de Arafat, que contará com a participação de uma equipe suíça quando a exumação do corpo for autorizada. A iniciativa é apoiada pela viúva do histórico líder, Suha Arafat.
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