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Ao todo, 60 pessoas se somaram à greve de fome, embora a maioria mantenha a rotina de atividades normais
Cairo - Por abominar o candidato presidencial Ahmed Shafiq, considerado o homem do ex-ditador Hosni Mubarak nas atuais eleições presidenciais do Egito, um grupo de manifestantes completou uma semana em greve de fome, apesar do sufocante calor no Cairo e da indiferença de muitos compatriotas.
Junto à entrada interditada da sede do Parlamento, no Cairo, uma dezena de ativistas entoa cânticos revolucionários à sombra de uma árvore, enquanto outros descansam em barracas.
Alguns deles permanecem há dias em greve de fome como medida de pressão contra a candidatura de Shafiq, embora bebam líquidos para suportar na rua as altas temperaturas.
A manifestante Iman el Sayed, dona de casa de 48 anos, refresca a cabeça com água e não resiste a fumar um charuto enquanto conversa com os transeuntes para explicar-lhes sua postura.
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