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Buscas | 12/03/2014 13:24

Malásia amplia área de busca por avião desaparecido

Governo da Malásia se defendeu após ser acusado de informações confusas e contraditórias sobre o desaparecimento do avião da Malaysia Airlines no sábado

Dan Martin, da

Goh Chai Hin/AFP

Parentes de passageiros do voo desaparecido MH370 da Malaysia Airlines

Parentes de passageiros do voo desaparecido MH370 da Malaysia Airlines: trabalhos de busca entraram no quinto dia

Kuala Lampur - O governo da Malásia se defendeu nesta quarta-feira, após ser acusado de informações confusas e contraditórias sobre o desaparecimento do avião da Malaysia Airlines no sábado com 239 pessoas a bordo, que ainda não foi localizado, apesar da ampliação do perímetro de buscas.

Os trabalhos de busca entraram no quinto dia com a ampliação do perímetro de busca ao Mar de Adamão, na costa oeste da Malásia, centenas de quilômetros ao noroeste da primeira zona rastreada.

As autoridades decidiram ampliar a área de busca após informações de radar que indicariam a "possibilidade" de o voo MH370 ter alterado sua rota sobre o Mar do Sul da China.

As buscas cobrem agora uma área total de mais de 90.000 km2, o equivalente ao território de Portugal. Doze nações, incluindo os Estados Unidos, China e Japão, participam das operações, que mobilizam 42 navios e 39 aviões.

Satélites de observação da Terra pertencentes a 15 países estão procurando o avião desaparecido em virtude de um acordo internacional.

A Carta Internacional sobre o Espaço e as Grandes Catástrofes indicou em seu site que a China ativou este acordo internacional que data de 2000.

Em virtude deste acordo, em casos de emergência, as 15 agências espaciais ou institutos nacionais signatários, pertencentes aos Estados Unidos, União Europeia, Japão, China, Índia, Argentina e Brasil, podem colocar seus satélites à disposição das operações de resgate.

"Temos que examinar todas as possibilidades", afirmou o diretor da aviação civil malaia, Azharuddin Abdul Rahman.

O Mar de Adamão é limitado ao sul pela ilha indonésia de Sumatra, e ao leste e ao norte por Tailândia e Mianmar (antiga Birmânia).

Questionada, a Força Aérea da Malásia - que evoca a possibilidade de o voo ter mudado seu trajeto- garantiu não ter mudado de ideia.

O exército "não excluiu a possibilidade de mudança no trajeto do voo", declarou o general Rodzali Daud em um comunicado. "O que explica o fato de as operações terem sido estendidas", acrescentou.

O general malaio desmentiu ainda que um radar tenha detectado a passagem da aeronave sobre o estreito de Malaca, como informou um jornal do país. Este estreito fica entre a península malaia, no lado oeste, e a ilha indonésia de Sumatra.

Mas o governo da Malásia não apresentou publicamente as análises dos radares nas quais baseia a hipótese de mudança de rumo inesperada do avião, que tinha em sua maioria passageiros chineses.

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