Bogotá -- Mais de 2,1 mil mulheres colombianas grávidas estão infectadas com o vírus Zika, transmitido por mosquitos, segundo informou o Instituto Nacional de Saúde do país no sábado, enquanto a doença continua a se espalhar pelas Américas. O vírus tem sido associado à microcefalia, má-formação neurológica que impede que o cérebro dos fetos se desenvolva adequadamente. Por enquanto, não há vacina nem tratamento.

Há 20.297 casos confirmados de Zika na Colômbia, segundo um boletim de epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde. Entre eles, 2.116 são de mulheres grávidas. Até agora não foram registrados casos de microcefalia ou de mortes causadas pelo vírus na Colômbia.

O instituto disse que 37,2 por cento das mulheres grávidas com Zika vivem em Norte de Santander, na fronteira leste com a Venezuela. Números anteriores do Ministério da Saúde mostravam 560 grávidas com a doença, entre mais de 13.500 infecções. Os casos de Zika foram confirmados em 23 países e territórios das Américas, e os cientistas estão em uma corrida para desenvolver uma vacina contra o vírus. Quase metade dos casos de Zika da Colômbia foi relatada na região caribenha do país, disse o boletim. Mais de 60 por cento das pessoas infectadas são mulheres.

Entretanto, autoridades sanitárias da Colômbia, o segundo país com mais casos da América Latina e Caribe depois do Brasil, não relataram até o momento nenhuma morte ou caso de microcefalia vinculado ao surto do vírus.

O Brasil já relatou cerca de 3.700 casos de microcefalia fortemente suspeitos de estarem relacionados à infecção por Zika. A Organização Mundial de Saúde disse que cerca de 4 milhões de pessoas podem ser infectadas nas Américas.

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