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Paraguai | 27/06/2012 21:49

Lugo recorrerá a tribunais internacionais

Tranquilo e sorridente, ele disse que ''a última palavra não está dita'', e que um de seus últimos recursos será ''brigar'' no exterior

Raúl Cortés, da

Reuters / Jorge Adorno

Ex-Presidente do Paraguai, Fernando Lugo, discursa durante assembleia em Assunción, em julho

Ex-Presidente do Paraguai, Fernando Lugo, discursa durante assembleia: ''Vamos processar pelo que ocorreu na última sexta-feira"

Assunção - O ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo anunciou nesta quarta-feira, em entrevista à Agência Efe, que vai apresentar recursos internacionais contra o julgamento político que o afastou do cargo no último dia 22, mas admitiu que acha ''muito difícil'' retornar ao poder nas atuais condições.

Tranquilo e sorridente, o ex-bispo do departamento (estado) de San Pedro disse que ''a última palavra não está dita'', e que um de seus últimos recursos será ''brigar'' no exterior.

''Vamos processar pelo que ocorreu na última sexta-feira, se for possível, na justiça internacional'', anunciou Lugo na sede do partido País Solidario, da Frente Guasu, coalizão minoritária esquerdista que ainda o apoia.

Cercado por seus colaboradores mais próximos, muitos deles ex-ministros que o acompanharam até sua repentina saída do poder, o ex-chefe de Estado antecipou também que jamais esperou não completar sua gestão nem o momento ou a forma como ela terminou.

Sucedido no dia 22 por seu vice-presidente, Federico Franco, do Partido Liberal, e após ser considerado ''culpado'' de mau desempenho em suas funções, Lugo admitiu ter sentido mais próxima essa possibilidade de fim prematuro de seu mandato de cinco anos, iniciado em 2008, quando ''a classe política considerou'' que ele ''não levava em conta os partidos'', mas ''queria governar somente com os grupos sociais, os sem-terra, os operários''.

O ex-bispo, que há quatro anos rompeu com 61 anos de hegemonia do Partido Colorado após se aliar ao Partido Liberal, lembrou que é ''a primeira vez que (essas duas legendas) se unem com o objetivo comum de depor o presidente constitucionalmente eleito''.

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