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Ex-Presidente do Paraguai, Fernando Lugo, discursa durante assembleia:
Assunção - O ex-presidente do Paraguai, Fernando Lugo, disse nesta quarta-feira que não deseja que o país seja alvo de sanções internacionais que possam prejudicar a população paraguaia.
"O presidente Lugo e seu governo de mudanças não promove nenhuma medida de castigo econômico contra nosso país. Somos conscientes de que as medidas de bloqueio e isolamento acabam sendo prejudiciais para todos os paraguaios", disse o ex-presidente em comunicado divulgado após uma reunião com líderes da esquerda, numa sede do socialista Partido País Solidário.
A declaração de Lugo foi feita um dia depois de o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, ter anunciado o envio de uma missão para o Paraguai para a obtenção de informações sobre a rapidez do julgamento político e da destituição do ex-governante no dia 22 de junho. O vice-presidente Federico Franco deve concluir o mandato, que vai até agosto de 2013.
Os países sul-americanos não querem que a OEA adote uma posição antes da cúpula de presidentes do Mercosul e da União das Nações Sul-americanas (Unasul) que vai acontecer na sexta-feira na cidade argentina de Mendoza.
Franco declarou em coletiva de imprensa que os delegados do Mercosul, da Unasul e da OEA "podem visitar o Paraguai quando quiserem e não encontrarão nenhum cidadão traumatizado. A vida segue normalmente."
Ele afirmou que não vai à cúpula do Mercosul "porque não tenho vice-presidente e devo organizar os assuntos da administração estatal. E não tenho nada a dizer contra Argentina e Brasil porque temos relações muito boas com esses dois gigantes regionais."
Durante reunião com senadores e deputados no Congresso, Franco anunciou a modificação de um decreto sobre aposentadoria para 45 mil idosos que não tem ajuda familiar. A medida inclui pessoas com menos de 80 anos, que receberão US$ 200 por mês.
"Ordenei, também, que o Ministério da Agricultura e Pecuária realize o mais rápido possível o cadastro nacional de propriedades, para realizarmos a esperada reforma agrária. A falta de terras é uma das causas das mortes de agricultores, como as ocorridas duas semanas atrás em Curuguaty", quando 17 pessoas, dentre elas trabalhadores sem-terra e policiais, morreram. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.
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