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Esquerda | 13/07/2012 13:59

López Obrador pede anulação das eleições mexicanas

A esquerda mexicana apresentou às autoridades eleitorais nesta quinta-feira um recurso para invalidar o pleito alegando que houve compra de votos

Paula Escalada, da

Alfredo Estrella/AFP

O candidato de esquerda à presidência do México, Andrés Manuel López Obrador

Obrador: o esquerdista anunciou que na próxima semana divulgará "o plano nacional para a defesa da democracia e da dignidade do México"

México - A esquerda mexicana apresentou às autoridades eleitorais nesta quinta-feira um recurso de insatisfação para invalidar e repetir o pleito de 1º de julho, pois assegura ter "centenas de provas" de que o processo não foi limpo.

"A distorção que significou a compra de votos não permite dar certeza a nenhum resultado nem ao processo eleitoral em seu conjunto", disse em entrevista coletiva na capital mexicana o líder da esquerda do país, Andrés Manuel López Obrador.

López Obrador indicou que o Partido Revolucionário Institucional (PRI), declarado vencedor do pleito segundo os resultados oficiais, teria comprado cinco de milhões de votos e assegurou que em "eleições livres" a maioria destes cidadãos "não teria votado em Enrique Peña Nieto", o candidato do PRI.

As autoridades eleitorais disseram que o vencedor das eleições presidenciais foi Peña Nieto, com 38,21% dos votos, seguido de López Obrador, com 31,59%.

Os dados estão pendentes das impugnações que têm de ser resolvidas pelos tribunais, que antes de 6 de setembro devem proclamar o presidente eleito.

López Obrador, que mostrou aos jornalistas algumas cédulas de votação supostamente marcadas de antemão pelo PRI, fez uma chamada aos mexicanos para que "a Constituição não seja violada impunemente" e assegurou que não permitirá "que a corrupção domine a vida nacional".

Além disso, o esquerdista anunciou que na próxima semana divulgará "o plano nacional para a defesa da democracia e da dignidade do México", do qual não precisou detalhes, mas esclareceu que em momento algum irá participar de ações violentas.

Nas eleições presidenciais de 2006, nas quais também foi candidato presidencial, López Obrador não aceitou os resultados e organizou uma série de mobilizações populares que durante várias semanas ocupou o passeio da Reforma, uma das principais avenidas da capital.

"Tudo o que faremos será em estrito apego a nossos direitos cidadãos recolhidos na Constituição. Reitero que sempre atuaremos pela via pacífica, não daremos nenhum pretexto para que os violentos nos acusem de violentos", explicou.

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