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História | 05/07/2012 21:39

Líderes da ditadura argentina são condenados por roubo de bebês

As crianças foram roubadas de seus pais e adotadas ilegalmente, em geral por famílias de militares, e na maior parte dos casos continuam desaparecidas

Daniel Garcia/AFP

Praça de Maio, em Buenos Aires

A Praça de Maio,em Buenos Aires: até o momento, apenas 102 dessas crianças descobriram sua verdadeira identidade

Buenos Aires  - A Justiça argentina condenou nesta quinta-feira a 50 anos de prisão o ex-presidente de facto Jorge Videla e também outros militares pelo roubo sistemático de bebês de presos políticos durante a sangrenta ditadura militar que governou o país de 1976 a 1983.

As crianças foram roubadas de seus pais e adotadas ilegalmente, em geral por famílias de militares, e na maior parte dos casos continuam desaparecidas, o que converte o crime em uma das piores caras do terrorismo de Estado que deixou cerca de 30.000 opositores mortos.

Até o momento, apenas 102 dessas crianças descobriram sua verdadeira identidade, mas cerca de 300 continuam sem saber quem foram seus pais biológicos.

"Em alguns casos (os criminosos) são pessoas idosas, assim, para muitos é como se fosse (condenação) perpétua. É um dia histórico e vamos buscar mais", disse à TV argentina Tati Almeida, membro da associação Madres de Plaza de Mayo.

Além de Videla e outros ex-repressores, foram condenados a 15 anos de prisão o ex-ditador Reynaldo Bignone e a 30 anos o ex-capitão de fragata Jorge "Tigre" Acosta, um símbolo da repressão ilegal. Atualmente, todos cumprem penas perpétuas por outros crimes contra a humanidade.

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