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Líbia: país promove primeira eleição após Kadhafi
As sessões eleitorais abriram cedo neste sábado na Líbia para a eleição do primeiro Congresso Geral Nacional da era pós-Muamar Kadhafi, num contexto de tensões e violência, principalmente no leste do país.
Alguns eleitores em Trípoli foram votar com as bandeiras negras, vermelhas e verdes da revolução, e as mesquitas repetiam a todo volume seu "Alá Akbar" (Deus é grande). As sessões ficarão abertas até as 20h locais (15h de Brasília) e os resultados da votação serão anunciados a partir de segunda ou terça-feira, segundo a Comissão Eleitoral.
A semana foi marcada por tensões no leste do país, onde os partidários de uma maior autonomia convocaram o boicote da votação e ameaçaram sabotar as eleições para denunciar a divisão de cadeiras da futura assembleia (100 vagas para o oeste, 60 para o leste e 40 para o sul).
Estas tensões terminaram na morte, na sexta-feira, de um funcionário da Comissão Eleitoral devido a um disparo de arma leve contra um helicóptero que transportava material para as eleições na região de Hauari, sul de Benghazi, a principal cidade do leste.
Além disso, o terminal petroleiro de Ras Lanouf foi fechado na quinta-feira por partidários do federalismo.
Os líbios elegerão os 200 membros do primeiro Congresso Geral Nacional que deverá nomear um novo governo e um comitê de especialistas encarregado de redigir um projeto de Constituição, que depois será submetido a referendo.
Mesmo que ainda não haja data para o anúncio dos resultados, uma vez que a nova assembleia tenha realizado sua primeira sessão, o Conselho Nacional de Transição (CNT), que dirige a Líbia desde a queda do regime Kadhafi, terá que renunciar.
A votação, prevista inicialmente para 19 de junho, segundo o calendário do CNT, foi adiada por razões técnicas e logísticas, indicou a comissão eleitoral.
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