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Veículos são queimados em protestos em Benghazi, na Líbia: O protesto da Líbia foi semelhante ao que ocorreu ontem no Cairo
Trípoli - O governo líbio reconheceu nesta quarta-feira que perdeu o controle da situação no ataque de ontem à noite ao consulado dos Estados Unidos em Benghazi, que terminou com a morte do embaixador Chris Stevens e de mais três funcionários americanos.
A ação foi executada durante um protesto de muçulmanos contra um vídeo considerado ofensivo ao profeta Maomé. O vice-ministro do Interior da Líbia, Wanis al Sharf, reconheceu que a situação fugiu ao controle das forças de segurança líbias, que foram incapazes de interromper os manifestantes que atacaram o consulado e de evitar a ação contra um grupo de diplomatas.
Stevens, que estava em Benghazi em viagem oficial, morreu em consequência do ataque e do incêndio da representação diplomática, provocado por um grupo de manifestantes.
O protesto da Líbia foi semelhante ao que ocorreu ontem no Cairo, quando centenas de pessoas, muitas delas de tendência salafista, invadiram a embaixada e arrancaram a bandeira americana do local.
No entanto, ao contrário da capital egípcia, a situação em Benghazi ficou incontrolável. Sharf afirmou que agentes de segurança dispararam contra participantes do protesto, o que agravou a intensidade do protesto.
Apesar de nenhum grupo ter se responsabilizado pelo sucedido, as autoridades líbias trabalham com várias hipóteses: criminosos comuns que estavam entre os manifestantes, simpatizantes do antigo regime do ditador Muammar Kadafi ou extremistas islâmicos.
O vice-ministro líbio, que focou suas acusações em 'criminosos e simpatizantes do antigo regime', acrescentou que horas depois do ataque à embaixada um grupo de homens armados matou outros dois soldados americanos em uma emboscada contra um grupo que estava se dirigindo para Benghazi para evacuar funcionárias do consulado.
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