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Amostras em laboratório: o certificado dizia que o teste não havia detectado "nenhum traço genético de antepassados judeus ou ciganos"
Budapeste - Um laboratório húngaro foi denunciado na justiça por ter realizado um teste genético para tentar provar a "pureza racial" de um deputado do partido de ultradireita Jobbik, anunciou nesta terça-feira o Conselho Científico de Saúde (ETT) da Hungria.
"Apresentamos uma denúncia perante a procuradoria porque pensamos que a atividade do laboratório Nagy Gen é ilegal", declarou à AFP o professor Jozsef Mandl, secretário do ETT.
"Também informamos ao governo, já que consideramos que esta prática é inaceitável e inconcebível do ponto de vista legal e profissional", acrescentou Mandl.
Em março, o site de ultradireita kuruc.info havia publicado a cópia de um certificado do laboratório genético Nagy Gen Diagnosztika que atestava a pureza racial de um deputado de extrema direita, cuja identidade não foi revelada.
O certificado dizia que o teste não havia detectado "nenhum traço genético de antepassados judeus ou ciganos".
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