O guia supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, condenou nesta quarta-feira pela primeira vez o ataque contra a embaixada saudita em Teerã em 2 de janeiro após a execução de um líder religioso xiita na Arábia Saudita.

Este ataque "vai contra o país (Irã) e o Islã, assim como o realizado contra a embaixada britânica" em 2011, afirmou o líder iraniano.

O incidente levou a Arábia Saudita a romper em 3 de janeiro as relações diplomáticas com o Irã, um atitude repetida por vários países próximos a Riad.

Já o presidente iraniano, Hassan Rohani, havia condenado rapidamente o ataque contra a embaixada em Teerã e o consulado da Arábia Saudita em Mashhad, chamando-o de "totalmente injustificável".

De acordo com informações da imprensa local, 140 pessoas foram presas neste caso.

Os ataques contra as representações sauditas também provocaram condenação internacional, incluindo do Conselho de Segurança da ONU.

A condenação de Khamenei ocorre num momento em que o Irã busca sair de seu isolamento, principalmente através do acordo sobre seu programa nuclear, que entrou em vigor no sábado e resultou na remoção de grande parte das sanções internacionais que sufocavam a economia iraniana.

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