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Londres - O ex-chefe de Imprensa do primeiro-ministro britânico, David Cameron, e a ex-editora-chefe de um jornal da rede do magnata Rupert Murdoch serão indiciados pelo delito de escuta telefônica. A decisão da Justiça britânica, divulgada nesta terça-feira, é o mais importante desdobramento do escândalo que abalou o governo do país.
A Procuradoria afirmou nesta terça-feira que o ex-chefe de Imprensa Andy Coulson - que esteve nesse cargo de 2007 até janeiro de 2011 - e a jornalista Rebekah Brooks serão julgados por delitos relacionados a escutas telefônicas. Vários primeiro-ministros britânicos, incluindo Cameron, adulavam Rebekah por causa de seu cargo de editora-chefe no jornal de Murdoch.
Os supostos delitos foram cometidos quando Coulson e Rebekah trabalhavam no News of the World, tabloide dominical que Murdoch foi forçado a fechar em julho do ano passado, em meio à indignação no país pelas revelações de escutas telefônicas de autoridades e celebridades.
Seis outros jornalistas que detinham altos cargos no jornal também serão indiciados pelo caso.
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