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Crime | 07/08/2012 09:40

Julgamento da esposa de Bo Xilai começa esta semana

O assassinato é um dos delitos que pode acarretar a pena de morte na China, embora os indícios apontem que as autoridades optarão por uma sentença menor

Macarena Vidal, da

Reuters

Ex-dirigente do Partido Comunista chinês Bo Xilai (D) e sua esposa Gu Kailai durante evento em Pequim, em janeiro de 2007

Bo Xilai e sua esposa: até sua queda em desgraça, se dava como certo que Bo Xilai, de 62 anos, seria um dos integrantes do novo Comitê Permanente

Pequim - O julgamento contra a esposa do ex-dirigente comunista Bo Xilai, Gu Kailai, em um caso que representa o pior escândalo político no país das últimas décadas, começa na próxima quinta-feira com poucas dúvidas que o veredicto será de culpabilidade.

O jornal "South China Morning Post" cita nesta terça-feira um "alto membro da acusação", o qual não identifica, que assegura que Gu - uma advogada de renome antes de sua detenção - admitiu a acusação de assassinato contra si na morte em novembro do ano passado do empresário britânico Neil Heywood, assim como "delitos econômicos".

Segundo a fonte citada pelo jornal, Gu se mostrou "relaxada" ao confessar o assassinato.

Além disso, no último dia 26 de julho, quando foi anunciado que a Promotoria de Hefei tinha acusado formalmente Gu e um assistente seu de assassinato, a agência oficial "Xinhua" assegurou que "os fatos são claros e as provas irrefutáveis e substanciais".

A esposa do ex-chefe do Partido Comunista da China na cidade de Chongqing admitiu também "crimes financeiros", embora aparentemente só será julgada por assassinato proposital.

O assassinato é um dos delitos que pode acarretar a pena de morte na China, embora os indícios apontem que as autoridades optarão por uma sentença menor.

Segundo declarou ao jornal o advogado Pu Zhiqiang, "se Gu não for acusada de crimes financeiros, Bo não enfrentará muitos problemas". "As altas esferas querem um final sem complicações e rápido", acrescentou.

O julgamento acontece a apenas dois meses do processo de transição que renovará toda a cúpula dirigente do Partido Comunista chinês.

Vários dos protagonistas dessa mudança estão esta semana na cidade de Beidaihe, leste de Pequim, um lugar que tradicionalmente serviu para alojar reuniões a portas fechadas dos dirigentes chineses.

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