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George Zimmerman em julgamento: o acusado mantém a posição de que atuou e disparou em legítima defesa, sendo que jovem assassinado não estava armado
Miami - O juiz que instrui o caso de George Zimmerman, o vigilante que matou o jovem negro Trayvon Martin na Flórida no último dia 26 de fevereiro, rejeitou nesta quarta-feira o recurso apresentado há três semanas pela defesa, que pedia um novo julgamento por considerar que o réu não recebia um tratamento justo.
De acordo com o advogado de Zimmerman, Mark O'Mara, o juiz fez alguns comentários inapropriados e sem objetividade ao descrever o réu como um homem manipulador, que desprezou o sistema legal americano por ocultar US$ 130 mil.
Nessa mesma audiância, marcada pela imposição de uma fiança de US$ 1 milhão a Zimmerman, Lester também afirmou que o réu poderia ter fugido se não estivesse usando uma algema eletrônica, que funciona como uma espécie de localizador.
Já na decisão judicial de hoje, o juiz se limitou a escrever que o pedido de um novo julgamento era insuficiente.
Zimmerman, que se encontra em liberdade após ter pagado 10% da fiança (porcentagem exigida pela legislação da Flórida como garantia), segue à espera do julgamento pela morte de Martin, assassinado com um disparo dia 26 de fevereiro.
O acusado mantém a posição de que atuou e disparou em legítima defesa, sendo que jovem assassinado não estava armado, enquanto a promotoria defende que Zimmerman atuou movido por preconceitos raciais.
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