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Já é quase certo que o atual vice-presidente do país, Xi Xinping, substituirá o presidente Hu Jintao à frente do partido
Pequim - A composição do novo Comitê Permanente, o principal órgão de poder chinês, está praticamente finalizada a poucas semanas de sua nomeação oficial e nela abundam os aliados do ex-presidente Jiang Zemin, cuja influência se vê reforçada, afirma nesta terça-feira o jornal "South China Morning Post".
Embora ainda não haja uma data oficial, espera-se que o Partido Comunista da China realize em outubro seu 18º Congresso, no qual renovará sua cúpula diretiva e iniciará um processo de transição de vários meses no poder do país.
O jornal, que cita fontes anônimas, assegura que após um ano de frenéticas negociações, o partido já se pôs praticamente de acordo em relação à composição do Comitê Permanente do Politburo, o órgão de direção colegiada à frente da formação.
Segundo o jornal, o comitê passará de seus nove membros atuais para sete a fim de conseguir um processo de tomada de decisões mais eficaz.
Já é quase certo que o atual vice-presidente do país, Xi Xinping, substituirá o presidente Hu Jintao à frente do partido e o vice-primeiro-ministro, Li Keqiang, fará o mesmo com o chefe de governo, Wen Jiabao.
Porém, o jornal aposta também nos nomes do líder do partido em Xangai, Yu Zhengsheng, e no atual secretário-geral na cidade de Chongqing, o conservador Zhang Dejiang, que chegou a este posto após a queda do outrora todo-poderoso Bo Xilai.
O Comitê Permanente também estará formado, segundo o 'South China Morning Post', pelo atual líder do Departamento de Organização, Li Yuanchao, que ocupará o cargo de vice-presidente.
O vice-primeiro-ministro, Wang Qishan, - indispensável por seu conhecimento da economia em momentos de crise -, ocupará outra cadeira, considera o jornal, que prevê que o último posto caberá ao secretário do partido na cidade de Tianjin, Zhang Gaoli.
"Esta escalação mostra que Hu (Jintao, o atual presidente do país) só pode contar com Li Keqiang como um aliado confiável na nova cúpula de poder", sustenta o jornal.
Segundo o 'South China Morning Post', Hu planeja retirar-se totalmente da política, ao contrário de Jiang (1993-2003), que mesmo aposentado oficialmente manteve sua influência na sombra.
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