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O líder histórico palestino Yasser Arafat em foto de 28 de agosto de 1996: Porta-voz questionou por que a investigação foi feita quase uma década depois de sua morte
Jerusalém - Israel classificou nesta quinta-feira de ''ridículas'' as alegações de que o histórico líder palestino Yasser Arafat morreu envenenado com polônio 210, conforme foi noticiado pela rede de televisão ''Al Jazeera'', do Catar.
''Desmentimos categoricamente todas essas acusações ridículas que apontam Israel como o autor do envenenamento de Arafat'', declarou a Efe Lior Ben Dor, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
Segundo o funcionário, a denúncia do canal árabe faz parte de uma ''campanha bem estudada'' de uma rede de televisão conhecida por sua postura ''anti-israelense''.
Ben Dor também acusou a viúva do líder palestino, Suha Arafat, que pediu a exumação do corpo de Arafat, de fazer parte da campanha contra Israel. ''Inclusive os palestinos nem sempre confiaram em sua lealdade à causa nacional palestina'', acrescentou.
''Onde estiveram os objetos onde supostamente foi encontrado polônio durante os últimos dez anos? Quem os manuseou? Quem e como foram transportados?'', perguntou Ben Dor.
O porta-voz também questionou por que a investigação foi feita quase uma década depois da morte de Arafat, e por que a ''Al Jazeera'' não entrevistou os médicos franceses que trataram Arafat em Paris, cidade onde morreu.
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