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Moradores de assentamento judeu em Hebron, em 2010: área tem maior escassez de água em toda a Cisjordânia
Susia (Cisjordânia) - A falta de água nas colinas do sul de Hebron, na Cisjordânia, e a demolição de cisternas pelo Exército israelense, transformam a vida de residentes palestinos em um tormento diário, pois vivem com cinco vezes menos água do que o recomendado pela OMS e 20 vezes menos do que os colonos judeus vizinhos.
''Israel demoliu em 2011 três cisternas por mês, este ano estão destruindo uma média de cinco por mês'', explicou à Agência Efe Ziyaad Lunat, porta-voz da organização Ewash, que reúne 30 ONGs e organismos internacionais que trabalham com água, saneamento e higiene nos territórios palestinos ocupados.
Cada demolição de uma cisterna é ''uma catástrofe humana'' na região das colinas do sul de Hebron, área com maior escassez de água em toda a Cisjordânia, afirma Lunat, informando ainda que muitas vezes estes poços são ''a única provisão'' para todo o povo.
A cidade de Susia é uma das mais afetadas, pelo que as ONGs qualificam de ''escassez induzida'': seus 320 habitantes vivem com menos de 20 litros por pessoa por dia - bem menos do que os cem recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) -, uma quantidade equivalente à oferecida aos campos de refugiados em situações de emergência.
Entre 1999 e 2001 o Exército destruiu a maior parte das cisternas da população palestina e inutilizou algumas as enchendo de cimento e brita, segundo um relatório da Anistia Internacional, que afirma que mais da metade dos habitantes de Susia foram embora nos últimos anos fugindo das duras condições de vida.
''Temos vários poços de água em Susia mas não podemos chegar a muitos deles porque o Exército nos impede. E outros foram destruídos pelos soldados e colonos'', lamenta Nasser Nawaya, denunciando que há pouco tempo os militares também destruíram quatro poços em Amnier.
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