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Ataque | 06/08/2012 20:15

Irmandade Muçulmana do Egito acusa Mossad de ataque no Sinai

Irmandade explica que ''o Mossad buscou o fracasso da revolução egípcia desde seu início'' e acrescenta que este ataque ''pode ser atribuído'' à espionagem israelense

Mohammed Abed/AFP

Partidários da Irmandade Muçulmana se manifestam a favor do candidato Mohamed Mursi  no Egito

Partidários da Irmandade Muçulmana: Egípcios justificaram acusação pela chamada que Israel fez pouco antes do atentado a seus cidadãos no Sinai

Cairo - A Irmandade Muçulmana do Egito acusou nesta segunda-feira o Mossad, serviço de inteligência israelense no exterior, de comandar o ataque de domingo que causou a morte de 16 soldados e policiais egípcios em um posto fronteiriço na Península do Sinai.

Em comunicado divulgado em seu site, a irmandade islamita explica que ''o Mossad buscou o fracasso da revolução egípcia desde seu início'' e acrescenta que este ataque ''pode ser atribuído'' à espionagem israelense.

Os egípcios justificaram sua acusação pela chamada que Israel fez pouco antes do atentado a seus cidadãos no Sinai para que abandonassem o local imediatamente.

A confraria islâmica - da qual procede o presidente do país, Mohammed Mursi - solicitou, ainda, revisar os acordos de paz de Camp David, assinados entre Israel e Egito em 1978 e que desmilitarizaram o território.

''Aparentemente nossas tropas no Sinai não são suficientes para garantir a segurança, por isso é preciso rever nosso tratado com a entidade sionista'', destacou o comunicado.

Segundo o texto, o incidente tinha como objetivo, igualmente, ''criar problemas entre o governo do Egito e seu povo, de um lado, assim como entre o governo palestino e a população de Gaza, de outro''.

A Irmandade Muçulmana alega que outras metas eram ''pretender mostrar o fracasso do novo governo egípcio'' e ''pôr obstáculos no projeto reformista'' do presidente recém-eleito.

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