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Partidários da Irmandade Muçulmana: Egípcios justificaram acusação pela chamada que Israel fez pouco antes do atentado a seus cidadãos no Sinai
Cairo - A Irmandade Muçulmana do Egito acusou nesta segunda-feira o Mossad, serviço de inteligência israelense no exterior, de comandar o ataque de domingo que causou a morte de 16 soldados e policiais egípcios em um posto fronteiriço na Península do Sinai.
Em comunicado divulgado em seu site, a irmandade islamita explica que ''o Mossad buscou o fracasso da revolução egípcia desde seu início'' e acrescenta que este ataque ''pode ser atribuído'' à espionagem israelense.
Os egípcios justificaram sua acusação pela chamada que Israel fez pouco antes do atentado a seus cidadãos no Sinai para que abandonassem o local imediatamente.
A confraria islâmica - da qual procede o presidente do país, Mohammed Mursi - solicitou, ainda, revisar os acordos de paz de Camp David, assinados entre Israel e Egito em 1978 e que desmilitarizaram o território.
''Aparentemente nossas tropas no Sinai não são suficientes para garantir a segurança, por isso é preciso rever nosso tratado com a entidade sionista'', destacou o comunicado.
Segundo o texto, o incidente tinha como objetivo, igualmente, ''criar problemas entre o governo do Egito e seu povo, de um lado, assim como entre o governo palestino e a população de Gaza, de outro''.
A Irmandade Muçulmana alega que outras metas eram ''pretender mostrar o fracasso do novo governo egípcio'' e ''pôr obstáculos no projeto reformista'' do presidente recém-eleito.
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