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O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, discursa em Teerã em 21 de setembro
Nova York - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ignorou na segunda-feira um alerta da Organização das Nações Unidas para evitar a retórica incendiária, e declarou a jornalistas durante a sessão anual da Assembleia Geral da ONU que Israel não tem raízes no Oriente Médio e será "eliminado".
Ele disse também que não leva a sério a ameaça militar israelense contra as instalações nucleares iranianas, negou ter enviado armas à Síria e disse que as condições econômicas do seu país "não estão tão ruins quanto são retratadas", apesar das sanções internacionais ao Irã.
"Fundamentalmente, não levamos a sério as ameaças dos sionistas (...). Temos todos os meios defensivos à nossa disposição, e estamos prontos para nos defender", disse Ahmadinejad, que discursa na quarta-feira à Assembleia Geral.
Os Estados Unidos rejeitaram os comentários do presidente iraniano, classificando-os como "odiosos, ofensivos e ultrajantes".
No domingo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se reuniu com Ahmadinejad e alertou-o sobre os perigos da retórica incendiária para o Oriente Médio. Ahmadinejad ignorou o conselho.
Na conversa com os jornalistas, ele aludiu ao fato de ter anteriormente negado o direito de Israel à existência. "O Irã está aí há 7, 10 mil anos. Eles (israelenses) ocuparam esses territórios nos últimos 60 a 70 anos, com o apoio e a força dos ocidentais. Eles não têm raízes históricas lá", disse ele, falando a jornalistas por meio de um intérprete.
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