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Escândalo | 23/08/2012 14:28

Imprensa britânica não pode publicar fotos de príncipe nu

As fotos podem ser facilmente vistas na internet, mas não na imprensa britânica,

Odile Duperry, da

©AFP / Daniel Sorabji

Capas de jornais de Londres estampam manchetes sobre as fotos do príncipe Harry

Capas de jornais de Londres sobre as fotos do príncipe Harry: a imprensa britânica tem muita consideração com a família real desde a morte de Diana, a mãe de Harry, em 1997

Londres - Parte da imprensa britânica, antes conhecida por sua audácia, estava frustrada nesta quinta-feira por não poder publicar, como no restante do mundo, as fotos do príncipe Harry nu, devido a uma advertência da família real.

As duas fotos do filho mais novo do príncipe Charles, fotografado nu neste fim de semana em Las Vegas durante uma partida de "strip-bilhar" junto com uma ou duas mulheres também nuas, podiam ser vistas facilmente na internet, principalmente no site TMZ, que as divulgou. Mas não podiam ser observadas nos meios de comunicação britânicos, impressos ou na internet.

Apenas o blog Guido Fawkes as publicou, atrevendo-se a desafiar o pedido da família real, que afirmou que a publicação destas fotos seria uma violação da vida particular do príncipe.

O prêmio da audácia é para o Sun, que sob a manchete que evoca "as joias da coroa", colocou na primeira página um repórter e uma estagiária do jornal exatamente na mesma posição e com o mesmo tipo de cordão e com a mesma pulseira que o príncipe usava nas fotos.

A maioria dos jornais ressalta o paradoxo de ver estas fotos expostas em vários sites de meios de comunicação estrangeiros, "incluindo meios de comunicação respeitáveis". "Estas imagens são vistas por milhões de pessoas na internet, mas a coroa as proíbe no Reino Unido", afirma o Daily Mail.

No entanto, o blog Guido Fawkes reagiu com firmeza: "Esta situação ilustra a ameaça à liberdade da imprensa na Grã-Bretanha. A verdade é que o medo faz com que os meios de comunicação tradicionais se submetam devido à investigação Leveson".

Essa comissão de investigação sobre a ética da imprensa, dirigida pelo juiz Brian Leveson, deve entregar seu relatório no fim do ano, após o escândalo das escutas telefônicas de famosos pelo semanário News of the World (NotW), que precisou ser fechado.

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