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Soldados iemenitas montam guarda em Sanaa: nove iemenitas foram acusados pelas autoridades de recrutar combatentes para a rede terrorista
Sana - As forças de segurança do Iêmen foram responsáveis pela detenção, nos últimos cinco meses, de 53 supostos membros da rede terrorista Al Qaeda, entre eles nove estrangeiros, informou nesta terça-feira o Ministério de Defesa do país.
Em comunicado, o Ministério explicou que a série de detenções começou em fevereiro e encarcerou 27 iemenitas integrantes de três células, que haviam planejado ataques contra o governo, comandantes do exército e da polícia, assim como de diplomatas ocidentais.
Entre os detidos estão também quatro cidadãos egípcios, dois jordanianos, um tunisiano, um somali e um da república do Daguestão, que, segundo o Ministério, combateram as tropas iemenitas junto com a Al Qaeda na província meridional de Abian.
O comunicado revela ainda a captura de nove iemenitas acusados pelas autoridades de recrutar combatentes para a rede terrorista, e de oito participantes no atentado a um ensaio de desfile militar em Sana, que teve a morte de mais de 90 membros das forças de segurança no dia 21 de maio.
As informações sobre as detenções estão inclusas em um relatório apresentado no domingo ao presidente iemenita, Abdo Rabbo Mansour Hadi, pelos responsáveis dos dois principais departamentos de Inteligência do governo.
Naquele dia vazou parte do texto, e os meios de imprensa oficiais anunciaram que as equipes de segurança haviam conseguido derrubar 13 operações terroristas que a Al Qaeda iria realizar em Sana e nas cidades de Áden e Al Makla.
No último ano, o grupo terrorista aumentou sua atividade no Iêmen graças à situação de instabilidade que o país vive. Pelo menos quatro membros da Al Qaeda, sendo dois deles supostos líderes do grupo no Iêmen, morreram em um ataque terrorista de um avião americano sem tripulantes na província de Shabua, no sudeste do país.
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