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França | 06/05/2012 18:40

Hollande vence Sarkozy, o último derrotado pela crise na Europa

Hollande não perdeu tempo em confirmar que chega à presidência da França para 'dar à construção europeia uma dimensão de crescimento e emprego'

Getty Images

François Hollande

Hollande agradeceu a todos que fizeram sua vitória possível e disse que Nicolas Sarkozy merece "todo o nosso respeito"

Paris - O socialista François Hollande se tornou neste domingo o novo presidente da França ao derrotar Nicolas Sarkozy, o último dos líderes vencidos pela crise que atinge a Europa, e recuperou a chefia do Estado para a esquerda.

Hollande não perdeu tempo em confirmar que chega à presidência da França para 'dar à construção europeia uma dimensão de crescimento e emprego', mensagem dirigida claramente à Alemanha, e em linha com sua expressada intenção de incorporar ao pacto de rigor fiscal um elemento para sair da crise.

'E é o que direi o mais breve possível a nossos sócios europeus e, em primeiro lugar, à Alemanha', detalhou Hollande em suas primeiras declarações em Tulle, no centro do país, antes de viajar a Paris para comemorar sua vitória.

Referência histórica dos valores republicanos e autêntico totem da esquerda, milhares de franceses invadiram a Praça da Bastilha e deram aos fotógrafos imagens que ficarão, sem dúvida, impressas nos livros de história do país.

Essa talvez tenha sido a maior prova da 'reviravolta ideológica' proposta por Hollande para um país que, no prazo de um ano, viveu com assombro a perda da credibilidade de suas finanças na visão das agências de qualificação econômica, que rebaixaram sua nota.

No entanto, Hollande renovou seus votos com o ideário republicano: 'Não somos um país qualquer do planeta, somos a França. E como presidente da República me corresponderá levar as aspirações do povo francês: a paz, a liberdade, a responsabilidade', declarou.

O socialista chega ao poder após um processo de eleições primárias em seu partido marcado pela polêmica causada no ano passado pela saída da corrida de Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), acusado de agressão sexual em um caso que ainda não foi encerrado.

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