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Alemanha | 04/07/2012 19:24

Hitler protegeu jurista judeu pessoalmente, diz historiadora

Ernst Hess trabalhava como juiz em Düsseldorf e tinha sido comandante da companhia na qual Hitler combateu na I Guerra Mundial

Wikimedia Commons

Adolf Hitler

Adolf Hitler: Judeu esteve a salvo até 1941 graças à intervenção pessoal em seu favor do ditador nazista

Berlim - Uma historiadora alemã sustenta que Adolf Hitler defendeu pessoalmente um jurista judeu, seu antigo superior militar na I Guerra Mundial, e o protegeu, pelo menos temporariamente, da perseguição nazista, segundo um relatório publicado nesta quarta-feira pelo jornal ''Jewish Voice from Germany''.

Segundo a especialista Susanne Mauss, Ernst Hess trabalhava como juiz em Düsseldorf e tinha sido comandante da companhia na qual Hitler combateu na I Guerra Mundial. Ele esteve a salvo até 1941 graças à intervenção pessoal em seu favor do ditador nazista.

O caso está documentado em uma carta datada de agosto de 1940 do comandante das SS, Heinrich Himmler, na qual ordenava todas as autoridades nazistas a ''deixar Hess tranquilo, em todos os sentidos, segundo o desejo do ''Führer''.

Durante a desapropriação de bens pertencentes a judeus em favor de cidadãos de origem ''ariana'', Hess (1890-1983) foi suspenso como juiz, depois se mudou com sua família em 1936 para Bolzano, no Tirol italiano, afirma a historiadora.

Segundo a carta de Himmler, Hess entrou em contato com Hitler através de um companheiro de guerra em comum, o capitão Fritz Wiedemann, que entre 1934 e 1939 foi ajudante do ditador.

Também por carta, Hess, convertido ao protestantismo, pedia para ser considerado, segundo as leis raciais de Nuremberg, como cidadão ''semi-judeu'' e não inteiramente judeu.

Embora Hitler tenha rejeitado a solicitação, ordenou às autoridades através de Himmler para transferir a pensão de Hess para a Itália.

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