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Visita | 04/09/2012 15:49

Hillary vai a Pequim para apaziguar tensões no Mar da China

A secretária de Estado já havia dito na noite de segunda-feira que esperava um apaziguamento das tensões territoriais nesta região

Brendan Smialowski/AFP

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e o chanceler chinês, Yang Jiechi, chegam à cúpula da Asean

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton: Hillary realiza uma viagem de dez dias à região Ásia-Pacífico, iniciada domingo nas ilhas Cook

Jacarta - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, partiu para Pequim, após uma passagem pela Indonésia onde se mostrou otimista quanto a uma resolução das disputas territoriais no Mar da China meridional.

A chefe da diplomacia americana decolou no início da tarde de Jacarta para Pequim, onde deve chegar à noite, depois de se reunir com o presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, e com o secretário-geral da Associação das Nações do Sudeste da Ásia (Asean), Surin Pitsuwan.

"Queremos fazer todo o possível para avançar em direção a uma integração da Asean, porque é de nosso interesse reforçar sua capacidade de abordar desafios regionais de uma maneira efetiva e global", declarou Hillary na reunião com Surin, em uma aparente referência às tensões no mar da China meridional, onde Pequim disputa com seus vizinhos o controle do arquipélago potencialmente rico em recursos naturais.

A secretária de Estado já havia dito na noite de segunda-feira que esperava um apaziguamento das tensões territoriais nesta região estratégica, onde as pretensões chinesas são contrárias às de Vietnã, Filipinas, Brunei, Malásia e Taiwan.

"Nós acreditamos que os países da região devem trabalhar em conjunto para resolver disputas sem coerção, sem intimidação, sem ameaças e, claro, sem o uso da força", disse Hillary durante uma entrevista coletiva à imprensa ao lado com o seu homólogo indonésio.

Ela instou a China e a Asean a fazerem progressos significativos em relação ao "código de conduta", que a associação regional vem tentando há vários anos fazer com que Pequim aceite. A China, no entanto, sempre se opôs a este código, marcando a sua preferência por uma resolução bilateral das disputas.

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