Aguarde...
PrioridadeVenezuela quer normalizar relações com os EUA
TemporárioCoalizão de Netanyahu quer acordo provisório com Palestina
TunísiaManifestante na Tunísia morre em confronto com polícia
ComemoraçãoArgentina vai ter grande festa por 10 anos de kirchnerismo
EspionagemGrampo é inconstitucional, diz Associated Press
Em baixaAprovação de Humala no Peru cai para mínima em 6 meses
PressãoPoliciais egípcios bloqueiam fronteira com Israel
AprovaçãoObama mantém nível de popularidade apesar das polêmicas
Mais umCoreia do Norte dispara outro míssil no Mar do Japão
PentecostePapa alerta Igreja para não se fechar em si mesma
A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton: "Estamos nesta região, não para exercer uma influência particular, e muito menos para ter uma posição dominante"
Washington - A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, declarou nesta sexta-feira na cúpula do Fórum das Ilhas do Pacífico (FIP), nas Ilhas Cook, que o Oceano Pacífico "é suficientemente grande para todos", citando China, Japão e União Europeia.
"Saudamos a oportunidade de trabalhar com nossos sócios, Japão, UE, China", disse aos representantes dos 15 Estados membros do FIP.
"Todos nós temos um papel e contribuímos em grande medida para o êxito da região em matéria de segurança e prosperidade", acrescentou, antes de exclamar: "Afinal, o Pacífico é suficientemente grande para todos nós!"
Os Estados Unidos querem aumentar a sua presença na região Ásia-Pacífico, que há anos consideram um motor do crescimento mundial, o que faz as declarações de Hillary serem interpretadas como uma resposta à influência de Pequim na região.
As relações entre as duas potências são comprometidas por assuntos relacionados aos direitos humanos e pela crise Síria, enquanto Pequim mantêm disputas com seus vizinhos do sudeste da Ásia e com Taiwan no Mar da China do Sul, rico em recursos naturais. A China também tem um litígio com o Japão -grande aliado dos Estados Unidos- por um conjunto de pequenas ilhas do Mar da China Oriental.
Embora a imprensa estatal chinesa acuse Hillary de tentar "conter" a ascensão da China como potência regional, o vice-ministro das Relações Exteriores chinês, Cui Tiankai, adotou um tom mais conciliador no FIP.
"Estamos nesta região, não para exercer uma influência particular, e muito menos para ter uma posição dominante. Estamos aqui para trabalhar com outros países para obtermos um desenvolvimento sustentável", disse.
"Estamos aqui para sermos bons sócios, não estamos aqui para competir com ninguém", ressaltou o vice-ministro chinês.
Hillary Clinton estará na segunda-feira na Indonésia, potência emergente na Ásia e país de maior população muçulmana do mundo. Na terça e na quarta-feira, ela irá a Pequim para uma possível reunião com o presidente Hu Jintao.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados