Aguarde...
ConflitoG8 defende conferência de paz urgente sobre a Síria
EspionagemGoogle pede a tribunal dos EUA para publicar dados
TesouroJack Lew muda assinatura no dólar após piadas
PílulaCom recall no exterior, Cilest não é vendido no Brasil
PazEUA vão se reunir com Taleban para falar sobre Afeganistão
VazamentoJulgamento de Manning em recesso de uma semana
EsforçosPutin impede tentativa do G8 de derrubar Assad
JustiçaJustiça italiana pede julgamento sobre Operação Condor
ArgentinaEstádio mudará de nome em homenagem a Cristina Kirchner
Gu Kailai, mulher de Bo Xilai, diante da justiça chinesa
Pequim - Um tribunal chinês declarou nesta segunda-feira culpada de assassinato premeditado a esposa do ex-alto dirigente Bo Xilai, Gu Kailai, à qual impôs uma pena de morte suspensa, uma condenação que na prática evita a execução.
Um porta-voz do tribunal intermediário de Hefei (leste da China), Tang Yigan, disse que embora o "desprezível" assassinato do empresário britânico Neil Heywood em novembro do ano passado merecia a pena de morte, se optou por impor uma condenação suspensa devido a circunstâncias atenuantes.
A condenação suspensa é uma figura legal na China que permite comutar a pena de morte por outra de prisão se o réu mostrar bom comportamento durante um período determinado.
Entre as circunstâncias atenuantes, o porta-voz enumerou problemas de saúde mental da esposa de Bo Xilai, e o fato de que Heywood, um amigo da família que tinha mantido disputas econômicas com Gu, teria ameaçado verbalmente o filho desta.
Sempre segundo a versão do tribunal, a acusada tinha aceitado as acusações e tinha fornecido informações que ajudou a investigar delitos cometidos por outros.
Segundo Tang, a condenada também aceitou sem discutir a sentença que lhe foi imposta: 'O julgamento é justo. Mostra um respeito especial à lei, à realidade e à vida', declarou Gu de acordo com a versão do tribunal, que indica, além disso, que nem ela nem Zhang Xiaojun, empregado da família Bo e também acusado no caso, planejam apelar.
Zhang recebeu uma condenação de nove anos de prisão, ao ser considerado, segundo o tribunal, unicamente um cúmplice no delito.
O caso em torno da morte de Heywood representou o maior escândalo nas altas esferas políticas chinesas nos últimos dez anos.
Segundo a versão do tribunal, em novembro Heywood viajou de Pequim para um hotel dos arredores de Chongqing - onde Bo Xilai era o chefe do Partido Comunista da China - a convite de Gu. Após beber álcool, se sentiu mal e vomitou, momento no qual Gu lhe deu para beber uma garrafa de água na qual tinha diluído cianureto.
Após isso, Gu deixou algumas pastilhas com sedativos no quarto para simular um acidente e saiu do quarto pondo o cartaz de 'não incomodar' na porta, por isso que os funcionários do hotel só descobriram o corpo do empresário no dia seguinte.
Inicialmente as autoridades atribuíram a um excesso de álcool a morte de Heywood, cujo corpo foi cremado.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados