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Buenos Aires - O sexto dia de greve de trabalhadores do metrô de Buenos Aires gerou nesta quinta-feira uma guerra de acusações entre administrações e culminou com a intervenção da justiça, que exigiu que as partes solucionem um conflito que afeta cerca de 1 milhão de passageiros.
O promotor Federico Villalba solicitou à justiça que ordene à empresa concessionária do serviço de metrô, Metrovías, e aos sindicatos que convocaram a greve que retomem as atividades.
O pedido do promotor veio depois de horas de reunião entre representantes do governo da cidade e dos sindicatos que demandam melhoras salariais, que ainda não chegaram a um acordo para dar fim o conflito.
A reunião foi realizada a pedido da juíza portenha Patricia López Vergara, que intimou hoje as partes a negociarem, porque ''o conflito social justifica a urgência (...), os cidadãos não podem ser reféns de duas jurisdições''.
''Busquei, dentro da jurisdição da cidade, desarmar a situação de tensão em que a cidade se encontra'', afirmou a juíza.
Enquanto a Justiça tenta encontrar uma saída para o conflito, o governo federal de Cristina Kirchner e a administração municipal, liderada pelo conservador Mauricio Macri, se envolveram em uma guerra de acusações sobre a responsabilidade final do serviço metroviário.
Macri responsabilizou pelo conflito setores sindicais governistas e insistiu que não pode administrar o transporte subterrâneo, como reivindica o governo de Cristina, que transferiu o metrô às autoridades portenhas em janeiro passado, mas retirou os milionários subsídios que destinava ao serviço.
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