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Pesquisas preveem a entrada de sete a dez partidos políticos no Parlamento grego
Atenas - As urnas da Grécia abrirão neste domingo a cerca de 9,8 milhões de cidadãos, que esperam para participar de eleições cruciais para o futuro político-econômico do país e para a relação de Atenas com a União Europeia (UE).
As pesquisas preveem uma vitória dos conservadores da Nova Democracia (ND), mas sem suficientes cadeiras para governar sozinho.
Em seguida, as estimativas situam os social-democratas do Movimento Socialista Pan-Helênico (Pasok), que sofreriam um baque em relação às últimas eleições - de outubro de 2009 -, quando tiraram a Nova Democracia do poder.
Os dois partidos, que formaram durante cinco meses um governo de coalizão para aprovar o segundo resgate financeiro europeu à Grécia, são os únicos que, em princípio, apoiam o memorando assinado com a UE, que contém as medidas de austeridade em troca de um empréstimo de 130 bilhões de euros para satisfazer sua avultada dívida soberana.
Mesmo assim, durante a campanha, o líder da ND, Antonis Samaras, prometeu 'mudar tudo' e se concentrar no crescimento econômico, além de elevar benefícios sociais e reduzir impostos, que o atual governo aumentou a níveis quase intoleráveis para a classe média grega.
'Um futuro governo na Grécia deve manter os compromissos adquiridos', advertia na sexta-feira o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, após avisar que, se não o fizer, o país 'terá de assumir as consequências'. 'Ser membro da UE é algo voluntário', acrescentou, em uma ameaça velada sobre uma eventual saída grega do bloco.
'Povo da Grécia, tudo está em jogo no domingo: a vida, a segurança e as perspectivas de cada família grega e do país como conjunto', disse o líder do Pasok, Evangelos Venizelos, em seu comício de encerramento de campanha na sexta-feira em Atenas.
'No domingo, decidiremos se permanecemos na Europa e no euro, se permanecemos em um caminho difícil mas seguro, após ter superado grande parte da distância para finalmente sair da crise, ou se embarcamos em uma aventura perigosa que nos fará retroceder várias décadas e nos levará à quebra', afirmou.
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