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Observadores da ONU na Síria: O general atribuiu sua decisão 'a falta de vontade pelas partes de buscar uma transição pacífica'
Damasco - O governo sírio disse neste sábado que 'compreende' a decisão da ONU de suspender as atividades da Missão de Supervisão das Nações Unidas para a Síria (UNSMIS), anunciada pelo general norueguês Robert Mood - chefe da operação - diante da escalada da violência no país.
'Dissemos ao general Mood que entendemos a decisão tomada, em particular no referente a salvaguardar a segurança dos observadores', assinalou o Ministério das Relações Exteriores sírio em comunicado.
Damasco acusa os rebeldes opositores pelo aumento da violência, apesar do cessar-fogo assinado entre as partes e mediado pelo enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Anna. 'Os grupos terroristas aumentaram suas ações criminosas e dispararam suas ações contra os observadores de modo que ameaçam suas vidas desde a assinatura do acordo de Annan', acrescenta a nota.
Mood anunciou neste sábado a suspensão das patrulhas e dos trabalhos da missão pela intensificação da violência nos últimos dez dias, uma decisão que será revisada diariamente a partir de agora.
O general responsabilizou de sua decisão 'a falta de vontade pelas partes de buscar uma transição pacífica', o que, segundo a missão da ONU, aumenta as vítimas nos dois lados e afeta sobretudo os civis.
O regime de Damasco considera que os 'grupos terroristas, apoiados por países árabes e estrangeiros, ignoraram o acordo preliminar entre a ONU e o governo sírio, e continuaram cometendo crimes'.
Enquanto a decisão de suspender a missão torna o trabalho de Annan ainda mais complicado, o governo sírio buscou neste sábado reafirmar seu 'respeito pelo plano e compromisso com a segurança dos observadores da ONU e suas vidas'.
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