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Na semana passada, o Executivo do novo presidente do Paraguai, Federico Franco, anunciou sua intenção de recuperar os hectares
Assunção - O governo paraguaio iniciou nesta segunda-feira um censo da região de Curuguaty e reiterou sua vontade ''irredutível'' de recuperar para o Estado as terras ocupadas por um empresário onde ocorreu a tragédia que custou a Presidência a Fernando Lugo.
O presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural e da Terra (Indert), Luis Ortigoza, em visita a Curuguaty, pediu aos camponeses ''colaboração e maturidade'' até que se coclua o processo, segundo um comunicado do órgão.
Ortigoza pediu que os camponeses evitem novas ocupações das terras em disputa, onde em 15 de junho morreram 17 pessoas em um tiroteio entre policiais e camponeses sem-terra durante uma operação de despejo.
Os sem-terra ocupavam uma parcela de quase 1.800 hectares cuja propriedade é disputada pelo Estado - que as recebeu em doação em 1967 - e o empresário e político ''colorado'' Blas N. Riquelme.
''Campos Morombí'', uma das empresas de Riquelme, possui 50 mil hectares em Curuguaty e em 2005 anexou outros 1.800 mediante um processo de usucapião, que a Comissão de Verdade e Justiça (CVJ) considerou repleto de ''irregularidades e mentiras''.
Na semana passada, o Executivo do novo presidente do Paraguai, Federico Franco, anunciou sua intenção de recuperar os hectares para o Estado, dentro do ''Projeto Curuguaty'' de desenvolvimento das comunidades rurais da zona.
Ortigoza sustentou hoje que há documentos que provam que essas terras ''pertenciam à Marinha paraguaia'' e afirmou que a Procuradoria Geral ''se encarregará de fazer um acompanhamento do caso''.
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