Aguarde...

Drogas | 28/11/2013 15:32

Governo colombiano e Farc iniciam debate sobre narcotráfico

A negociação entra assim em uma nova fase, após os acordos parciais conquistados sobre a questão agrária e a participação política

Serdechny / Wikimedia Commons

Soldados das Farc, na Colômbia

Farc: para Farc, narcotráfico não é um "problema exclusivo" do país sul-americano, mas um flagelo internacional cuja solução "deve comprometer o conjunto das nações"

Havana - O Governo colombiano e as Farc iniciaram nesta quinta-feira uma nova rodada do diálogo de paz que nesta fase está centrado nas drogas e no narcotráfico, um "complexo problema" que, segundo a guerrilha, não é exclusivo da Colômbia e cuja solução depende da vontade da comunidade internacional.

A negociação que há mais de um ano tenta colocar fim ao conflito colombiano entra assim em uma nova fase, após os acordos parciais conquistados sobre a questão agrária e a participação política.

Agora, o tema da vez é o "problema das drogas ilícitas".

O Governo e a guerrilha tentarão conseguir consensos em questões como a substituição dos cultivos de coca, planos integrais de desenvolvimento nessas zonas, programas de prevenção de consumo e saúde pública e soluções para o fenômeno da produção e comercialização dos narcóticos.

Para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o narcotráfico não é um "problema exclusivo" do país sul-americano, mas um flagelo internacional cuja solução "deve comprometer o conjunto das nações", segundo uma declaração lida perante a imprensa por seu número dois, "Ivan Márquez".

Sem mencionar ou assumir nessa declaração responsabilidade alguma das Farc no narcotráfico, a guerrilha lamentou que esse problema "permeou todo o tecido social colombiano, incluindo o Estado".

Mas "o fenômeno não é exclusivo de nosso país. Hoje em dia se reconhece que o dinheiro do narcotráfico e de outras atividades ilegais contaminaram todos os circuitos financeiros da economia mundial", acrescentou "Ivan Márquez", conhecido como Luciano Marín Arango.

Comentários  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados