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Bebê é abençoado por um grupo de judeus em cerimônia de circuncisão: a Torá, livro sagrado do judaísmo, impõe a circuncisão até 8 dias após o nascimento
Berlim - O governo alemão está preocupado pelo recente veredicto de um tribunal que condenou a circuncisão religiosa e deseja proteger esta prática em nome da liberdade de culto, indicou nesta sexta-feira um porta-voz da chefe de governo, Angela Merkel.
"Em nome do governo, de todos os membros deste governo, digamos as coisas claramente: queremos que exista uma vida religiosa judaica, que uma vida religiosa muçulmana seja possível na Alemanha", disse o porta-voz Steffen Seibert em uma coletiva de imprensa.
"A liberdade das atividades religiosas é um direito ao qual estamos muito apegados", acrescentou Seibert, e assegurou que o governo alemão quer encontrar uma solução.
"As circuncisões que são realizadas com responsabilidade não deveriam ser perseguidas. Nós nos preocupamos que este antigo costume religioso não possa ser realizado em um clima jurídico pacificado", disse o porta-voz em sua primeira intervenção após a polêmica decisão de um tribunal de primeira instância de Colônia, publicada no fim de junho.
O tribunal considerou que a ablação do prepúcio por motivos religiosos é um ferimento intencional e, portanto, é ilegal. "O direito de uma criança a sua integridade física prima sobre o direito dos pais", segundo a sentença.
A Alemanha conta com uma comunidade de cerca de quatro milhões de muçulmanos e de cerca de 200 mil judeus.
A Torá, o livro histórico dos mandamentos dos judeus, impõe a circuncisão (a ação de cortar de forma circular uma parte do prepúcio) até oito dias depois do nascimento.
O Alcorão não exige o procedimento, mas a tradição o impõe.
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