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Mineiro participa de greve em Marikana, na África do Sul: a empresa disse que vai demitir quem não sair da greve nesta terça-feira
Brasília – O governo da África apelou à empresa Lonmim, que controla a Mina de Marikana, no Noroeste do país, para suspender o prazo imposto aos trabalhadores para o fim da greve que dura mais de uma semana. O apelo ocorre depois que 34 mineiros foram mortos durante os confrontos com policiais e que geraram comoção nacional e críticas.
A operadora sul-africana estabeleceu prazo até o fim do dia de hoje para que cerca de 3 mil mineiros em greve retornem ao trabalho. A empresa disse que vai demitir quem não cumprir o prazo determinado.
O governo sul-africano criou uma comissão interministeial de inquérito para investigar as 34 mortes. De acordo com o governo, o primeiro trabalho é apoiar as famílias das vítimas, incluindo apoio para aconselhamento psicológico e os preparativos e custos dos enterros.
As mortes ocorreram no último dia 15 em meio a conflitos entre os trabalhadores e policiais que tentavam contê-los durante o protesto. Imagens registradas por emissoras de televisão mostram que os trabalhadores foram atacados com armas de fogo, enquanto tentavam se defender com paus e pedras. Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa.
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