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Gastos | 02/08/2013 10:50

França vai cortar 12% de militares em orçamento de seis anos

Cortes de gastos e desejo de forças mais ágeis alteram a composição do segundo maior exército da Europa

Patrick Vignal e Alexandria Sage, da

Depois de uma concorrência feroz com rivais dos EUA, russos e europeus, a França está em negociações exclusivas para vender 126 caças Rafale à Índia e espera concluir um acordo até o final do ano. Ela também disputa contra o Eurofighter, produzido em conjunto por quatro países, e outros por encomendas no Catar, Emirados Árabes Unidos, Brasil e Malásia.

"Não há nenhuma razão para se preocupar com a Dassault", disse o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, à rádio Europe 1. "Estou muito confiante sobre a capacidade de exportação do Rafale nos próximos meses".

Uma fonte próxima ao ministro disse que se ficar claro daqui a dois anos que as encomendas de exportação não se firmaram, o ritmo de entregas de Rafale para a França deve ser revisto.

Pelos próximos três anos, o orçamento anual será congelado em 31,4 bilhòes de euros, o mesmo nível de 2013, com a expectativa de que aumente em 2017, 2018 e 2019.

O projeto de orçamento de seis anos prevê a eliminação de 23,5 mil postos de trabalho, 16 mil dos quais são cargos administrativos. Os outros 10 mil cortes foram ordenados no âmbito do orçamento anterior.

O setor militar da França emprega cerca de 228 mil pessoas hoje. Outras 165 mil pessoas são empregadas pela indústria de defesa, sem incluir empresas sub-contratadas.

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