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O governo de Cristina Kirchner reforçou o papel da Administração Federal de Receita Pública (Afip), o órgão arrecadador de impostos
Buenos Aires - O governo argentino transformou o fisco em um tipo de ''Big Brother'' que controla desde as despesas dos consumidores até seus planos de férias.
Em seu afã por aumentar a arrecadação e ''desdolarizar'' a economia, o governo de Cristina Kirchner reforçou o papel da Administração Federal de Receita Pública (Afip), o órgão arrecadador de impostos.
Além das restrições cambiais, conhecidas popularmente como ''cerco ao dólar'', foram criadas polêmicas iniciativas como o controle das faturas de serviços ou até mesmo da lista de compras de supermercado.
O ''cerco ao dólar'', que começou como uma fórmula para reduzir a fuga de divisas, foi endurecendo progressivamente até o ponto em que só os argentinos que comprovem uma viagem ao exterior podem conseguir autorização da Afip para comprar moeda estrangeira.
A partir da próxima segunda-feira, os viajantes conseguirão apenas a moeda do país de destino, com um máximo de despesas equivalentes a US$ 70 por dia.
As restrições ao dólar já se refletem em uma significativa queda das vendas de imóveis, uma atividade ''dolarizada'' que está se ''pesificando'' progressivamente, enquanto a moeda americana alcança no mercado negro níveis até 40% superiores ao valor oficial nas casas de câmbio.
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