Aguarde...

Controle | 08/08/2012 19:54

Fisco, o 'Big Brother' do consumidor argentino

Foram criadas polêmicas iniciativas como o controle das faturas de serviços ou até mesmo da lista de compras de supermercado

Mar Marín, da

Getty Image

O que fazer quando a empresa deve ao Fisco?

O governo de Cristina Kirchner reforçou o papel da Administração Federal de Receita Pública (Afip), o órgão arrecadador de impostos

Buenos Aires - O governo argentino transformou o fisco em um tipo de ''Big Brother'' que controla desde as despesas dos consumidores até seus planos de férias.

Em seu afã por aumentar a arrecadação e ''desdolarizar'' a economia, o governo de Cristina Kirchner reforçou o papel da Administração Federal de Receita Pública (Afip), o órgão arrecadador de impostos.

Além das restrições cambiais, conhecidas popularmente como ''cerco ao dólar'', foram criadas polêmicas iniciativas como o controle das faturas de serviços ou até mesmo da lista de compras de supermercado.

O ''cerco ao dólar'', que começou como uma fórmula para reduzir a fuga de divisas, foi endurecendo progressivamente até o ponto em que só os argentinos que comprovem uma viagem ao exterior podem conseguir autorização da Afip para comprar moeda estrangeira.

A partir da próxima segunda-feira, os viajantes conseguirão apenas a moeda do país de destino, com um máximo de despesas equivalentes a US$ 70 por dia.

As restrições ao dólar já se refletem em uma significativa queda das vendas de imóveis, uma atividade ''dolarizada'' que está se ''pesificando'' progressivamente, enquanto a moeda americana alcança no mercado negro níveis até 40% superiores ao valor oficial nas casas de câmbio.

Comentários  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados

>