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O ex-presidente cubano, Fidel Castro: suas últimas aparições públicas ocorreram há quatro meses, entre elas um encontro com o papa Bento XVI em Havana
Havana - Fidel Castro, o homem que governou Cuba com mão de ferro de 1959 a 2006, fará 86 anos nesta segunda-feira longe dos cubanos, que durante 48 anos sentiram sua presença até nos mínimos detalhes de sua vida cotidiana.
Nenhuma celebração pública foi anunciada para o aniversário, enquanto analistas e dissidentes dizem que a saúde forçou o ex-presidente a se manter discreto, perdendo "peso" na sociedade cubana.
Fidel "parece conformado com seu novo papel de patriarca da esquerda radical; sua vida e saúde exigiram um perfil mais baixo até mesmo do que tentou ao retornar ao período mais crítico de recuperação", disse à AFP o analista cubano Arturo López-Levy, da Universidade de Denver (Colorado, Estados Unidos).
Quando a judoca cubana Idalys Ortiz ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, há uma semana, disse que dedicava o prêmio à família, aos amigos, aos treinadores e só no final mencionou "meu presidente, Raúl Castro, e seu irmão, Fidel".
Antes de Fidel cair doente, em julho de 2006, e entregar o comando ao seu irmão, todos os campeões dedicavam suas vitórias, em primeiro lugar, ao "nosso comandante em chefe".
Depois de sua retirada, Fidel tem marcado presença na mídia cubana com 400 "reflexões" que abordam temas diversos, mas poucas delas dedicadas à atualidade nacional.
Suas últimas aparições públicas ocorreram há quatro meses, entre elas um encontro com o papa Bento XVI em Havana, ao qual compareceu com a esposa, Dalia Soto del Valle e com alguns de seus filhos.
No passado, em sua festa anual de 12 de agosto, as organizações jovens cubanas prorrogavam os festejos até depois da meia-noite para saudar o aniversário do Comandante.
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