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Presidente do Paraguai, Fernando Lugo, em foto de 2012?: a rapidez com que o caso foi analisado levantou uma série de discussões
São Paulo - O Senado do Paraguai aprovou nesta sexta-feira o impeachment do presidente Fernando Lugo. Considerado culpado por deputados e senadores, o então chefe de estado deve ser imediatamente afastado do cargo. Quem assume em seu lugar é o vice-presidente, o liberal Federico Franco, que deve permanecer no posto até a realização de eleições gerais previstas para abril de 2013.
Aprovado a toque de caixa, o processo de impeachment de Lugo durou pouco mais de 24 horas: da manhã de quinta-feira, quando a Câmara aprovou o pedido de julgamento político por 76 votos contra 1 (da deputada do partido de esquerda Frente Guazú), até o fim da tarde desta sexta, quando o Senado - a quem cabe a decisão final - decidiu cassar o chefe de estado. Lugo é acusado de "mau desempenho de suas funções" de presidente, após a morte de 17 pessoas, entre policiais e camponeses, em confronto armado durante uma reintegração de posses há uma semana.
O argumento da acusação foi o de que Lugo, além de mau desempenho como presidente, tem vínculos com grupos guerrilheiros e está estimulando um conflito social no país. Os senadores deram menos de 24 horas para Lugo preparar sua defesa, e o presidente teve duas horas desta sexta para apresentar seus argumentos diante do plenário, marcadamente oposicionista.
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