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Curiosos observam enquanto a polícia cerca o templo: a organização assinala que tem dados que no ano 2000 Page tentou comprar artigos da Aliança Nacional Neonazista
Washington - O FBI (polícia federal americana) investiga se Wade Michael Page, identificado como suspeito do tiroteio contra um templo sikh no domingo em Wisconsin, no qual morreram ele e seis pessoas, pertencia a um grupo que prega a supremacia ariana.
"Estamos buscando laços com grupos supremacistas", disse nesta segunda-feira a agente especial Teresa Carlson em entrevista coletiva conjunta com as autoridades de Oak Creek, onde aconteceu o tiroteio.
Carlson se recusou a dar detalhes sobre as pistas que levou o FBI a estudar esta possibilidade porque, segundo disse, continua coletando provas no domicílio do suspeito e interrogando familiares e conhecidos.
O FBI está buscando também uma pessoa considerada "de interesse" para a investigação que abandonou a cena antes que fosse interrogado pelas autoridades, mas por enquanto acredita-se que o único envolvido no tiroteio foi Page.
O grupo Southern Poverty Law Center, que faz o acompanhamento de grupos supremacistas nos Estados Unidos, ressaltou que Page é um "neonazista frustrado" que foi líder da gangue End Apathy, que fazia apologia racista do poder dos brancos.
A organização assinala que tem dados que no ano 2000 Page tentou comprar artigos da Aliança Nacional Neonazista, um dos maiores grupos desse tipo nos EUA.
Carlson assinalou que não havia nenhuma investigação aberta contra Page anteriormente, mas "pode haver alguma referência a ele em vários documentos que estamos analisando".
"Não tínhamos razão alguma para acreditar que estava planejando ou tinha a capacidade" de cometer um ataque, acrescentou.
O suspeito foi identificado como Wade Michael Page, de 40 anos e, segundo confirmaram à Agência Efe fontes do Pentágono, foi membro das Forças Armadas americanas, mas não estava mais na ativa.
Peter Hoyt, um morador de Cudahy, a cidade para a qual Page havia se mudado em julho, disse ao "The Wall Street Journal" que o suspeito "era uma pessoa normal. As únicas coisas que tiravam ele do sério eram sua ex-mulher e a Guerra do Iraque".
Segundo Hoyt, o suspeito dizia que tinha servido na Guerra do Iraque e tinha várias tatuagens, inclusive uma no ombro em honra às vítimas dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.
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