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Crianças na Síria: organizações de direitos humanos estimam que cerca de 1.200 crianças morreram nos 15 meses de revolta contra Assad
Nova York - As tropas do regime do presidente sírio Bashar al-Assad torturaram, mutilaram, estupraram e assassinaram crianças, e também utilizaram algumas de até 8 anos como "escudos humanos" durante ataques militares contra os rebeldes, revelou nesta terça-feira um relatório da ONU.
As Nações Unidas classificaram o governo da Síria como um dos piores em sua "lista da vergonha" anual de países em conflito nos quais as crianças são assassinadas, torturadas ou forçadas a combater.
Organizações de direitos humanos estimam que cerca de 1.200 crianças morreram nos 15 meses de revolta contra Assad, cuja brutal repressão foi condenada pela comunidade internacional.
"Raras vezes vi uma brutalidade semelhante contra crianças como na Síria, onde meninas e meninos são presos, torturados, executados e utilizados como escudos humanos", disse à AFP Radhika Coomaraswamy, representante especial da ONU para crianças em conflitos armados, antes da apresentação do relatório.
As forças governamentais da Síria capturaram dezenas de crianças de oito a treze anos antes de realizar um ataque no povoado Ayn Aruz, na província de Idlib (noroeste), no dia 9 de março, afirma o relatório.
As crianças foram "utilizadas pelos soldados e membros do exército como escudos humanos, colocando-as em frente às janelas dos ônibus que transportavam militares para realizar o ataque ao povoado", disse.
Apoiando-se em testemunhos de pessoas que estiveram no local dos incidentes, o relatório da ONU afirma que o exército sírio, assim como os serviços de inteligência e a milícia Shabiha, partidária de Assad, isolaram o povoado para realizar um ataque que durou quatro dias.
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