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Washington - O número de pobres se manteve sem alterações em 2011 nos Estados Unidos, mas caiu ligeiramente entre os latinos, segundo um relatório anual do Censo publicado nesta quarta-feira. Já a renda média das famílias diminuiu.
Os Estados Unidos registraram no ano passado pouco mais de 46,2 milhões de pobres, 15% da população, sem grandes alterações com relação às cifras do ano anterior. Esse número vinha crescendo ininterruptamente durante os três anos anteriores.
Desde o início da crise econômica em 2007, a renda média real dos norte-americanos (ajustado a inflação) caiu 8,1%, e se situa agora a 50.054 dólares (-1,5% com relação a 2011).
Dividido segundo a etnia, 30 milhões de pobres são brancos, 13 milhões hispânicos, 10,9 milhões são negros e 1,9 milhão são asiáticos.
O número de pobres latinos caiu ligeiramente, 1,2%. A renda média real dos hispânicos em 2011 foi de 38.624 dólares, ou seja, 24% menor que a média nacional, e caiu 0,5% com relação a 2010.
Tomando como referência o coeficiente Gini, indicador internacional que avalia a desigualdade de renda, esse índice subiu 1,6% entre 2010 e 2011, situando-se a 0,477 (zero representa igualdade perfeita, 1 desigualdade total).
É a primeira vez que o índice aumenta desde 1993 nos Estados Unidos.
O patamar da pobreza nos Estados Unidos para uma família de quatro pessoas é de 23.021 dólares ao ano.
Uma boa notícia foi a cobertura médica, que aumentou em quase quatro milhões, cobrindo 260 milhões de norte-americanos em 2011, 84,3% do total.
Contudo, esse aumento se deve somente à extensão da cobertura de saúde pública, Medicaid (para os pobres) e Medicare (para os idosos), que cobre agora 32% da sociedade.
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