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Washington - A "expansão" da influência do Irã na América Latina é o principal obstáculo à luta antiterrorista na região, segundo um relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos, divulgado nesta terça-feira, que volta a acusar a Venezuela de colaborar pouco nessa questão.
O relatório considera que a atividade mais "alarmante" foi a suposta trama terrorista que teria sido organizada pelo Irã para atentar contra as embaixadas da Arábia Saudita e Israel em Washington e assassinar o embaixador saudita, e que foi descoberta quando um dos suspeitos contatou no México um agente secreto dos EUA.
Considerada pelos EUA patrocinadora do terrorismo desde 1982, Cuba aparece novamente como o único país latino-americano na lista negra, enquanto a Venezuela continua "sem cooperar completamente" pelo sexto ano consecutivo, de acordo com o relatório anual sobre o terrorismo no mundo do Departamento de Estado.
Quanto a Cuba, o órgão afirma que o país "continua" abrigando membros do grupo separatista-terrorista ETA e prestou ajuda médica e assistência política a militantes da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Em relação à Venezuela, o relatório lembra que o Departamento do Tesouro americano impôs, em setembro de 2011, sanções econômicas a funcionários de alta categoria no governo do país, que foram acusados de dar apoio às Farc no tráfico de droga e armas.
A Venezuela "manteve sua cooperação econômica, financeira e diplomática com o Irã, assim como acordos militares", alega o relatório.
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