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Senado americano: os comentários de Akin colocaram o aborto no centro do debate eleitoral, prejudicando Romney
Washington - Por causa de declarações polêmicas sobre aborto e estupro, o congressista conservador Todd Akin complicou a situação dos republicanos que pretendiam voltar a controlar o Senado dos Estados Unidos e obrigou o virtual candidato presidencial de seu partido, Mitt Rommey, a definir sua postura sobre um tema sempre controverso.
Akin se desculpou novamente nesta terça-feira em um anúncio televisivo por seus comentários que diferenciavam o estupro "autêntico", que segundo ele raramente gera uma gravidez, de outros tipos de estupro que não especificou.
"O estupro é um ato maléfico. Usei as palavras equivocadas de um modo errado", diz Akin no anúncio intitulado "Perdão" após já ter se desculpado ontem em entrevista de rádio. No entanto, seu partido continua pedindo que se retire da disputa por uma cadeira no Senado.
O virtual candidato republicano a vice-presidente, Paul Ryan, que telefonou para Akin na segunda-feira à noite, segundo a televisão "NBC", e as organizações do movimento direitista Tea Party, que até o momento eram fiéis ao congressista, também aderiram às pressões.
Além disso, o Comitê Nacional Republicano para o Senado informou que vai retirar seu respaldo financeiro e de organização a Akin. O comitê de ação política American Crossroads, um dos maiores grupos afiliados aos republicanos, também suspenderá seus anúncios de apoio no Missouri.
Akin tem até a noite desta terça para renunciar voluntariamente e permitir a seu partido apresentar outro candidato para lutar pela cadeira pelo Missouri.
Atualmente os democratas têm 51 cadeiras no Senado e costumam contar com o apoio de dois senadores independentes. Os republicanos têm 47 cadeiras.
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