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Síria: escalada de violência preocupa a ONU e os Estados Unidos
Washington - A Casa Branca considerou neste sábado que a suspensão da missão de observadores da ONU marca um 'ponto de inflexão' na Síria e assegurou que estuda junto com seus aliados 'novos passos' para encontrar uma via rumo à transição no país.
'Neste ponto de inflexão, estamos consultando com nossos parceiros internacionais novos passos rumo a uma transição política liderada pelos sírios', disse o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança (NSC) da Casa Branca, Tommy Vietor, em comunicado.
'Quanto mais rápido ocorrer essa transição, melhor oportunidade teremos de impedir uma longa, sangrenta e sectária guerra civil', advertiu Vietor.
A Casa Branca 'urge de novo o regime sírio a cumprir seus compromissos sob o plano (do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi) Annan, incluída a implementação completa de um cessar-fogo', concluiu o funcionário.
Embora Vietor não tenha especificado a quais 'novos passos' se refere, os Estados Unidos estão há duas semanas imersos em negociações na ONU para propor no Conselho de Segurança uma nova resolução, baseada no capítulo 7 da Carta do organismo.
Apesar de esse capítulo contemplar a adoção de medidas militares e não-militares contra qualquer país, os EUA só propõem por enquanto 'um embargo de armas e sanções', mas 'nenhuma opção está fora da mesa', segundo advertiu na quinta-feira a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.
O chefe da missão de observadores da ONU na Síria, o general norueguês Robert Mood, assinalou em comunicado que os observadores deixarão de patrulhar o país por enquanto, uma decisão que chega após 'uma intensificação da violência armada na Síria durante os últimos dez dias'.
A suspensão será revisada diariamente e as operações serão retomadas apenas 'quando vejamos que a situação é adequada para prosseguir as atividades do mandato', segundo Mood.
Além das negociações na ONU, os EUA tentam estreitar posturas com a Rússia, a quem enxergam como um ator crucial em sua tentativa de convencer o presidente sírio, Bashar al Assad, a ceder o poder a seu vice-presidente. EFE
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