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Jay Carney: A demissão ''põe em evidência o fracasso da China e da Rússia no Conselho de Segurança das Nações Unidas em apoiar resoluções significativas contra Assad"
Washington- O governo dos Estados Unidos culpou nesta quinta-feira a China e a Rússia pela renúncia de Kofi Annan como mediador para a Síria por causa da rejeição dos dois países a apoiar uma condenação ao regime de Bashar al Assad no Conselho de Segurança da ONU.
Apesar da ''promessa'' de cumprir o plano de paz traçado por Annan, o presidente Assad ''continua assassinando brutalmente seu próprio povo'', disse aos jornalistas o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, no Air Force One (aeronave presidencial) a caminho de Orlando (Flórida).
A demissão de Annan ''põe em evidência o fracasso da China e da Rússia no Conselho de Segurança das Nações Unidas em apoiar resoluções significativas contra Assad'', ressaltou Carney.
China e Rússia bloquearam, em três ocasiões diferentes, resoluções de condenação ao regime de Assad apresentadas no Conselho de Segurança da ONU e apoiadas pelos EUA e outras potências ocidentais.
Annan anunciou nesta quinta-feira em entrevista coletiva em Genebra que deixará o cargo de enviado especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria no dia 31 de agosto porque, segundo sua opinião, no atual momento de violência e divisão da comunidade internacional uma saída política para o país é impossível.
O presidente dos EUA, Barack Obama, está ''muito agradecido'' pelo esforços de Annan ''para alcançar a paz na Síria'' e para tentar estabelecer uma transição política.
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