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Patrocinadores | 31/07/2012 18:02

EUA acusam Irã e Cuba em novo relatório sobre terrorismo

Em seu relatório, o Departamento de Estado americano manteve Cuba em sua lista negra de países que patrocinam o terrorismo

©AFP/IRANIAN PRESIDENT OFFICE

O presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad (d), e o chanceler sírio, Walid al-Muallem, reunidos em Teerã

Mahmud Ahmadinejad: o relatório acusa o Irã de permitir que membros da Al-Qaeda usem seu território como um duto para canalizar fundos e agentes para o sul da Ásia

Washington - Os Estados Unidos indicaram em seu relatório, nesta terça-feira, que o Irã é o principal patrocinador da atividade terrorista mundial, fornecendo fundos para apoiar "grupos terroristas e militantes no Oriente Médio", enquanto a Al-Qaeda está "em declínio" e Cuba continua protegendo terroristas.

Em seu relatório, o Departamento de Estado americano manteve Cuba em sua lista negra de países que patrocinam o terrorismo por abrigar membros de grupos subversivos e fugitivos americanos.

Cuba, que por estar na lista negra junto a Irã, Sudão e Síria, não pode receber ajuda econômica dos Estados Unidos nem gozar de benefícios comerciais ou acordos financeiros, é considerado patrocinador do terrorismo desde 1982.

Em seu relatório sobre terrorismo em 2011, o Departamento de Estado destaca o declínio da Al-Qaeda depois da morte de seus principais líderes, mas alerta que os grupos ligados à organização são uma ameaça crescente em algumas regiões vulneráveis.

O documento também afirma que membros do grupo separatista basco ETA "continuam residindo em Cuba" e que relatórios da imprensa indicam que "o governo cubano forneceu assistência política e cuidados médicos" a membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), mas não há indícios de que tenha fornecido armas ou treinamento a esses grupos.

Tanto o Irã como a Al-Qaeda difundem sua "ideologia e retórica extremistas e violentas" em algumas das regiões mais instáveis do mundo, disse o documento enviado ao Congresso.

Ao destacar a morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, em uma operação realizada em seu esconderijo no Paquistão em maio de 2011, o relatório ressalta que até então "permanecia profundamente envolvido na coordenação das operações (desses grupos) e na definição de suas estratégias".

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