São Paulo – Saúde, nutrição, educação, participação econômica e participação nos processos de decisão. São esses os fatores que determinam as chances que meninas e mulheres têm de se desenvolverem plenamente e de terem acesso a oportunidades que possam tornar a suas vidas melhores. Em muitos países, contudo, essa é uma realidade que dificilmente se concretizará.

É o que mostra o relatório Poverty is Sexist (Pobreza é Sexista, em português) que é produzido pela organização não governamental One. Divulgado nesta semana em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, o estudo tem como objetivo investigar a situação das meninas e mulheres em diferentes países do mundo e determinar quais deles oferecem os piores cenários.

Para tanto, foram avaliados 166 países a partir de uma série de aspectos relacionados ao dia a dia de qualquer pessoa, mas com foco no sexo feminino. Entre eles estão a quantidade de anos que elas atendem a escola, a proporção delas que têm contas bancárias e as chances de morrerem durante o parto. Todas as informações foram obtidas a partir de estatísticas de entidades como a ONU, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Banco Mundial.

Dos países eleitos como os mais difíceis para quem nasce mulher, 18 estão entre os menos desenvolvidos, de acordo com a ONU, enquanto 13 são classificados como os mais frágeis, segundo o Banco Mundial. Confira abaixo:

Colocação Países
Níger
Somália
Mali
República Centro Africana
Iêmen
República Democrática do Congo
Afeganistão
Costa do Marfim
Chade
10º Comores

Níger é o país que causa as maiores preocupações e cuja situação é descrita pelos pesquisadores como "inaceitável". De acordo com a organização, as meninas desse país estudam 16 meses a menos que os meninos. Além disso, apenas 2,6% das mulheres com mais de 15 anos de idade possuem uma conta bancária e uma em cada 20 poderá morrer durante o parto. 

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