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Em campanha | 18/07/2012 19:02

Esquerda mexicana acusa o PRI de usar fundos ilícitos

Foi apresentada uma série de dados e documentos sobre o que classificaram como uma ''triangulação'' de empresas

Alfredo Estrella/AFP

O candidato de esquerda à presidência do México, Andrés Manuel López Obrador

Andrés Manuel López Obrador: ''Tenho elementos para dizer que na campanha de Peña Nieto foi usado dinheiro de procedência ilícita''

México - A esquerda mexicana acusou nesta quarta-feira o Partido Revolucionário Institucional (PRI) de usar supostamente ''dinheiro de procedência ilícita'' para financiar sua última campanha eleitoral e disse que esse seria um motivo suficiente para invalidar a votação.

''Tenho elementos para dizer que na campanha de (Enrique) Peña Nieto (candidato presidencial do PRI) foi usado dinheiro de procedência ilícita (...). Seria muito grave se isso não fosse esclarecido'', afirmou o líder da esquerda, Andrés Manuel López Obrador.

Na entrevista coletiva de López Obrador foi apresentada uma série de dados e documentos sobre o que classificaram como uma ''triangulação'' de empresas e transferências de fundos que vincula várias companhias a uma pessoa física.

O advogado Jaime Cárdenas, da equipe legal de López Obrador, disse que ''presumivelmente'' esses valores transferidos procedem de recursos públicos de governos regionais ''ou do crime organizado'', sem apresentar provas a respeito.

Cárdenas e López Obrador explicaram que o ''emaranhado'' de empresas, algumas delas com endereço comercial falso, está ligado ao banco local Monex, que teria entregado cartões pré-pagos de uma rede de supermercado a operadores políticos do PRI durante a campanha eleitoral.

O Partido Ação Nacional (PAN), da situação, também havia denunciado o uso desses cartões do Monex pela da campanha de Peña Nieto, para pagar operadores políticos, mas, ao contrário da esquerda, não pediu a invalidação das eleições.

Segundo os dados apresentados por Cárdenas, os fundos transferidos e com origem suspeita podem chegar a 108 milhões de pesos (R$ 27,6 milhões), mas o advogado disse que a esquerda só estava denunciando ''a ponta do iceberg''.

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